Tecnologia mais Humana

Recentemente aconteceu em Austin mais uma edição do South by Southwest (SXSW). Reconheço que é difícil defini-lo como um evento, um movimento ou uma grande ação que une diferentes pessoas das mais diferentes áreas que estão em busca de conhecimentos dos mais diversos possíveis.

São tantos assuntos interessantes, instigantes e inovadores que é comum ouvir por lá a expressão “”FOMO” (fear of missing out), algo como ‘estou perdendo algo muito bom em outra palestra, mas não consigo deixar de ouvir o que estou ouvindo aqui’.

Desde sua fundação, o SXSW sempre buscou o papel de revelar o futuro. Para se ter uma ideia, foi lá que ouvimos lançamentos de empresas que teriam um impacto gigantesco no mundo todo, como Foursquare, Uber e Airbnb, entre outras. O que chamou atenção na última edição foi que em vez de dar holofotes e atenção para a novidades de tecnologia ou para novas Startups que prometem mudar o mundo, as pessoas foram convida- das a voltar para as Ciências Huma- nas e buscar respostas sobre como viemos parar aqui e de que forma podemos ter e fazer, enquanto sociedade e mundo, um futuro que seja bom para se viver.

Não há como negar que a educação seja algo que precisamos constantemente, mas as perguntas que precisamos saber responder, ou ao menos tentar, são aquelas que estão tirando nosso sono. Para essas questões, a educação institucional não é suficiente: precisamos refletir.

Muitas vezes passamos horas tentando resolver problemas cria- dos por nós. Se analisarmos com cuidado, percebemos que nem sempre o conhecimento técnico é a única chave para a solução destes problemas, mas sim nossas habilidades humanas e socioemocionais, que pertencem ao conjunto de competências que o indivíduo tem para lidar com as próprias emoções.

Essas são competências essenciais para os profissionais, e devemos usá-las constantemente nas diversas situações do nosso dia a dia, pessoal e profissional. A necessidade dessas competências tem crescido, e cada vez se torna mais essencial para o novo profissional. Já é sabido que a alta performance vai muito além do domínio das competências técnicas; é necessário que as pessoas sejam capazes de conviver e resolver as questões com criatividade, saber gerenciar as emoções, ter de fato e entender a empatia e saber se relacionar.

Estamos líquidos, rasos e nada profundos. Todos os dias nos deparamos com grandes projetos que estão mudando ou mudarão nossa forma de ver e de fazer o que estamos fazendo. Não há como agir como sempre agimos, precisamos resgatar as relações verdadeiras. Somos bons e sabemos como fazer, basta querer.

Ricardo Mota foi executivo de RH em empresas como Atrium Telecomunicações, Telefônica, GROUP1 e executivo da ABRH-Brasil. Esteve como Diretor Voluntário do CONARH. Formado em Administração de Empresas, pós graduado em Gestão de Projetos, com MBA em Gestão de Pessoas. Entusiasmado, alegre, criativo e ‘inquieto’

Muitos dos projetos que vemos ganhar escala têm grande apelo na tecnologia, mas os que se diferenciam são fiéis às suas crenças e ideias e trazem juntos emprego, cuidado, saúde e foco no indivíduo e respeito pela diversidade em toda a sua amplitude.

Sabemos que são os humanos que farão as grandes descobertas e transformações que precisamos. Somos os responsáveis pela pro- gramação que vai tornar a tecnologia essencial para que possamos resgatar o que estamos deixando de viver. Só cuidando bem e auxiliando as pessoas em sua essência teremos, no futuro, máquinas mais éticas e respeitosas. Temos também que ter um olhar para a sustentabilidade, pois só assim poderemos garantir um planeta habitável para as futuras gerações.

Muitos dos projetos que vemos ganhar escala têm grande apelo na tecnologia, mas os que se diferenciam são fiéis às suas crenças e ideias e trazem juntos emprego, cuidado, saúde e foco no indivíduo e respeito pela diversidade em toda a sua amplitude. São aqueles que melhoram nossas vidas, relações, mobilidade e qualidade de vida.

O que fica claro é que são nossas ações e atitudes de hoje – seja em casa, no trabalho, na vida pro- fissional ou pessoal, não importa – que transformarão todos ao nosso redor e nos levarão para o futuro que queremos.

Precisamos ter em mente várias perguntas e buscar as respostas, seja como gestores, profissionais ou apenas humanos: qual é a melhor atitude e contribuição que da- rei hoje e que quero cultivar e ver viva amanhã? O que estou fazendo hoje que será base para a inteligência que precisamos ter? Como influenciar e apoiar sobre um tema que conheço e posso compartilhar? O que devo desaprender e aprender para transformar?

Sim, é um momento de constante desenvolvimento e autodesenvolvimento. Não encontraremos respostas prontas, mas sim provo- cações que nos levarão ao próximo estágio de desenvolvimento e transformação.


fonte: Revista Gestão RH – Edição 143 . 2019

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